Produtor Revelação 2010

Se houvesse um degrau a separar as DOCs, toda a gente tropeçaria no Monte da Raposinha de Montargil. Indo pelo lado de Coruche, terra da lezíria e de arroz, há muito que não se pensa em vinho quando se vê o mar de milho. Perto do Couço, a Poucas centenas de metros da barragem de Montargil, estamos de repente em terras alentejanas. Monte da Raposinha é uma homenagem de Nuno Ataíde das Neves e sua esposa ao pai desta, que sendo desta região não chegou a ver a quinta a funcionar.
Raposinha era a alcunha de Rosarinho, que com Nuno construiu e fez crescer a casa do monte. Rodeada de vinhas num total de 5 hectares aos quais se juntam arrendadas, na adega do enólogo Carlos Magalhães desenvolve os seus vinhos com paciência de um projecto sem pressas. Vai-se fazendo devagar e bem, tendo cuidado  com cada detalhe, sendo que a visibilidade económica é um dos mais importantes. Os vinhos vão chegando ao mercado, já quase cem mil garrafas que se espalham pelas diversas gamas. Este é um projecto pequeno, quase artesanal, onde cada produção é acarinhada e cada referência cuidadosamente desenvolvida. O projecto ainda irá crescer , com uma vertente de enoturismo, e outra de alargamento da adega. Por agora, impressiona o evidente cuidado com toda a envolvente ligada ao vinho como a humidificação da adega, ou a refrigeração do armazém de produto acabado, uma necessidade evidente mas usualmente negligenciada. Nos anos mais recentes a frescura dos verões tem ajudado a suportar os vinhos frescos. que acompanham bem a refeição. Nuno é um apaixonado pelas artes, em particular pela música e a culinária, uma e outra levadas suficientemente a sério para lhes dedicar quase profissionalmente o seu tempo. Assim, o seu topo de gama Furtiva Lagrima homenageia a ária de Donizetti com o mesmo nome. É um vinho barroco, rivalizando assim com o irmão mais novo Athayde, um vinho afável e discreto. No mar de milho ao pé do couço emerge surpreendentemente uma ilha de vinho,um monte perdido enter Riba - e Além Tejo, a demonstrar como a paixão e o  rigor podem definir trajectos no mundo do vinho.
Wine Producer of the Year Monte da Raposinha
If there was a step separating the DOCs, everyone would stumble on their way to Montargil. In Coruche, the land of the lezíria and the rice, it is now unusual to think of wine when we see such a sea of corn. Near Couço, just a few hundred metres from the Montargil dam, we suddenly find ourselves in Alentejo. Monte da Raposinha is a tribute that Nuno Ataíde das Neves and his wife, Rosarinho, decided to pay to her father, who was from this region but never got to see the farm working. Raposinha (little Vixen) was the nickname of Rosarinho who, along with Nuno, built and nurtured the house on the hill.
The winery, surrounded by grapevines that stretch along a total of 12 acres to which leased grapevines are added, is where the winemaker, Carlos Magalhães, patiently develops his wines, on a project with no haste. The whole project is managed with care and attention to every detail, being the economic viability one of the most important. The wines are being brought into the market and there are almost one hundred thousand bottles through the various ranges. This is a small, almost handcrafted project, where each product is cared for and every brand is carefully developed. The project is set to be further developed with an approach to the wine tourism sector and an expansion of the winery. For now, it is impressive to notice their concern with everything that regards the wine, such as the winery humidification or the refrigeration of the finished products warehouse, an obvious need that is usually neglected. Over the last few years, the cool summers have helped fresh wines, which are very good with a meal. Nuno has a passion for the arts, especially for music and cooking. Both of these activities are taken seriously enough for him to devote time to them almost in a professional way. Thus, his top range wine, FURTIVA LAGRIMA, is a tribute to Donizetti’s aria with the same name. It is a rich and complex baroque wine, majestic in the glass, competing with its younger brother, ATHAYDE, which is milder and subtler. In the sea of corn near Couço, an isle of wine surprisingly emerges, a lost hill between Riba-Tejo and Além-Tejo, showing how passion and hard work can define a path in the world of wine. A small producer from the Alto Alentejo region, where every detail is considered and every action is quality-oriented.

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